Tribunal de Contas determina que GDF explique aumento de 184% na licitação do Museu da Bíblia

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou que a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec do GDF) apresente explicações sobre possíveis irregularidades na licitação do Museu da Bíblia, que deve ser erguido em uma área de 15 mil metros quadrados, entre o Cruzeiro e o Setor Militar Urbano (SMU), no Eixo Monumental.

A corte analisou a representação dos deputados distritais Gabriel Magno (PT) e Fábio Felix (Psol), que apontou:

  • Aumento de 184% na licitação, que saltou de R$ 26 milhões, em 2021, para R$ 74 milhões, em 2025;
  • Falta da manifestação do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Codepac/DF), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan-DF);
  • Inclusão de anfiteatro não previsto originalmente no edital;
  • Falhas no processo de seleção, que teria contrariando a igualdade de condições entre os concorrentes e escolhido a iniciativa que ficou em segundo lugar.

Com base nos pontos acima, o TCDF tomou a decisão de pedir explicações ao GDF.

OUTRO LADO

O Radar Sudoeste procurou a Seec para comentar o caso e aguarda retorno. Em nota enviada aos portais Metrópoles e G1, a pasta disse que respondeu aos questionamentos do TCDF. O órgão negou irregularidades no certame, disse que a comissão julgadora exerceu sua competência com mérito técnico-arquitetônico e que manifestações de órgãos de preservação do patrimônio são atribuição do entidade pública executora, que tem articulado essas questões.

MUSEU DA BÍBLIA

A proposta do local é preservar a memória religiosa por meio da divulgação das Sagradas Escrituras. O monumento com área de 15 mil metros quadrados, entre o Cruzeiro e o Setor Militar Urbano (SMU), terá quatro pavimentos, um estacionamento interno no subsolo – com 75 vagas – e um estacionamento externo.

A entrada terá um elemento edificado em formato de página remetendo ao livro da Bíblia, além de jardins com espécies botânicas bíblicas e um trecho de água, com objetivo simbólico e também para o conforto climático da edificação. Nos andares, salões expositores, pequeno anfiteatro, salas administrativas, auditório e espaços contemplativos. Além disso, o local será composto por um anfiteatro, localizado no último lote do Eixo Monumental – aos moldes da composição do Museu de Arte de Brasília (MAB) com a Concha Acústica, com capacidade para 3 mil pessoas.

*Arte: Divulgação/Seec/GDF

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