Promessa de R$ 28 bilhões: grupo preso suspeito de aplicar golpe da falsa herança bilionária agiu no Cruzeiro

Membros de uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes milionários baseados na falsa promessa de liberação de herança bilionária, com ações realizadas nas regiões do Cruzeiro, Jardim Botânico, Planaltina, Sobradinho II e Asa Sul, foram presos pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), na terça-feira (14).

Não foram divulgados detalhes dessas ações do grupo no Cruzeiro. A Polícia Civil afirmou que ao menos 5 pessoas foram presas, sendo quatro mulheres e um homem, em cumprimento a mandados de prisão temporária deferidos pela Justiça. O grupo é acusado pelos crimes de organização criminosa, estelionato, fraude documental e lavagem de dinheiro.

As investigações apontam que o grupo, liderado por uma mulher de 31 anos que se apresentava como herdeira de uma suposta fortuna bilionária, atuava principalmente junto a igrejas evangélicas e fiéis, utilizando discurso persuasivo com forte apelo religioso. Os investigados prometiam doações de grande vulto, supostamente oriundas de valores judiciais bloqueados, e condicionavam a liberação desses recursos ao pagamento prévio de taxas, tributos e custas inexistentes.

As vítimas eram conduzidas a reuniões em sala localizada no edifício-sede do Banco do Brasil, onde eram apresentados documentos falsificados. A instituição financeira, ao tomar conhecimento dos fatos, colaborou com as investigações.

Ao longo da apuração, foram identificadas mais de 160 vítimas, além de robustos indícios da prática dos crimes de estelionato, organização criminosa, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

As investigações também revelaram o uso de empresas e contas de terceiros para movimentação e ocultação de recursos, estratégia compatível com práticas de lavagem de dinheiro.

Até o momento, além de mais de 160 vítimas, estima-se que cerca de R$ 28,3 bilhões em valores prometidos. Há ainda 2 óbitos em apuração possivelmente relacionados ao caso. As investigações prosseguem para identificação de outros envolvidos e delimitação dos prejuízos.

A PCDF orienta que eventuais vítimas procurem uma unidade policial para registro de ocorrência e reforça a necessidade de cautela diante de promessas de ganhos fáceis ou doações condicionadas a pagamentos antecipados.

*Com informações oficiais da PCDF

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