Memorial dos Povos Indígenas apresenta Conexões Ancestrais, nova exposição de seu acervo

O Memorial dos Povos Indígenas (MPI), museu administrado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (SECEC-DF) apresenta Conexões Ancestrais, nova exposição do acervo, com curadoria de Daniela Jenipapo e acompanhamento curatorial de Sara Seilert, iniciativa do Programa de exposições e pesquisa do MPI. A exposição teve sua abertura no dia 9 de junho de 2026 e permanecerá no espaço até o próximo ano.

Com peças que compõem a coleção de Berta Gleizer Ribeiro, pertencentes ao acervo do Memorial, a exposição Conexões Ancestrais apresenta cestarias, adornos, vestimentas , peças de uso doméstico e cerimonial dos povos Karajá, Desãna, Tiriyó, Tukano, Urubu-Kaapor, Asurini Mbayá, Terena, Yawalapiti, Xerente, Maxakali, Kadiwéu, Alto Xingu, Kamayurá, Waurá, Kayabi, Bororo, Ikpeng, Txukahamae-Kayapó, Waiwai, Pataxó, Xucuru, Koiupanká e Jenipapo-Kanindé. A proposta é de conectar povos, territórios, ancestralidade, design e arte em um único espaço, apresentando obras ritualísticas, domésticas e sagradas, além dos modos de vida que atravessam gerações.

Em proposta transformadora, é realizada pela primeira vez no Memorial curadoria de seu acervo por uma mulher indígena originária do Nordeste do Brasil. Vinda do Estado do Ceará, de sua Aldeia Lagoa Encantada, Daniela Jenipapo-Kanindé visitou a reserva técnica e estudou com muito cuidado a diversidade que ali se encontra. Seu olhar atento percebeu a ausência de objetos da cultura material nordestina e, com generosidade, trouxe como presente um Samburá feito pelo Sr. Edivan Mendes, que agora compõe e atualiza o acervo do MPI.

Com essa experiência, o MPI inaugura seu programa de pesquisa com o objetivo de qualificação do acervo, revisão das informações e construção de narrativas possíveis por olhares diversos. Olhar o acervo, assim, torna-se sinônimo de cuidado, conhecimento e proteção, em um processo inventivo e inspirador de retomada.

Sobre a curadora – Daniela Jenipapo é indígena do Povo Jenipapo-Kanindé, da Aldeia Lagoa Encantada, Aquiraz/Ce. Museóloga, comunicadora indígena e liderança jovem do povo Jenipapo-Kanindé, Daniela Jenipapo atua no movimento indígena desde criança, com grande destaque na valorização da cultura, memória e museologia indígena no Estado do Ceará.

Sobre o Memorial dos Povos Indígenas – O MPI é administrado pela SECEC-DF sob a gerência de David Terena e tem como vocação produzir, preservar, valorizar e divulgar o conhecimento e as expressões dos diversos povos indígenas que habitam no Brasil, com suas línguas, culturas e produção material, de modo dinâmico e vivo, além de apresentar a produção artística e demais artefatos das culturas indígenas com base em seus próprios conceitos de valor, decoro e beleza. O Memorial vive atualmente um processo de estimulação do fortalecimento, da promoção, do reconhecimento e da valorização da cultura indígena. Possui como objetivo, também, valorizar o protagonismo dos povos indígenas no exercício de direitos garantidos pela Constituição Federal e reafirmar a sua relevância nos processos de conformação e constantes reconfigurações das sociedades e das culturas no Brasil.

Sobre o acervo – O acervo do Memorial dos Povos Indígenas teve sua origem com a Coleção Berta Gleizer Ribeiro recebida por doação em 1995. A coleção reúne obras indígenas coletadas entre as décadas de 1940 e 1980, pela própria Berta Gleizer Ribeiro e Darcy Ribeiro, além de Eduardo Galvão, Orlando Villas Boas, entre outros. O acervo conta ainda com peças adquiridas da loja Artíndia/Funai e pela doação da Polícia Federal através da operação Pindorama.

Serviço

Memorial dos Povos Indígenas
Endereço: Eixo Monumental, Zona Cívico-Administrativa (em frente ao Memorial JK), Brasília – DF
Visitação: Terça a domingo, 9H às 17H
Entrada gratuita
Contato: mpi@cultura.df.gov.br
Instagram: https://www.instagram.com/memorialdospovosindigenas/

*Foto: divulgação/MPI

Compartilhe: