A mãe de uma criança de 6 anos diz que seu filho, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), foi impedido de ser matriculado em aulas infantis de uma academia do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). O caso foi divulgado pelos portais Metrópoles e G1 e pela TV Globo.
“Eu me senti discriminada, meu filho foi discriminado e isso não dá para aceitar mais em pleno século 21.”, diz a mãe em entrevista ao jornal DF2. Ela também mostrou mensagens da academia em que a empresa justifica que o menino, após aula experimental, “apresentou necessidade de um acompanhamento constante e individual, visando a segurança e bem-estar dele” e “que não consegue disponibilizar um profissional exclusivo” para esse caso.
“Lá tem monitores e meu filho não estava demandando nenhuma necessidade especial”, diz a mãe, que registrou boletim de ocorrência.
Ao Radar Sudoeste, a Polícia Civil, disse que a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), informou que a investigação está em andamento e que a mãe e as testemunhas serão ouvidas ainda nesta semana.
Em nota enviada à TV Globo e o Metrópoles, a academia afirma que não compactua com práticas discriminatórias. Diz que aulas experimentais servem para as equipes avaliarem, de forma responsável, se a criança possui condições seguras de participar das atividades. A empresa também informa que atende atualmente diversas crianças neuroatípicas em seus programas, sempre com respeito, cordialidade e foco no bem-estar e na segurança de todos.
O Radar Sudoeste fez contato com a academia, mas não recebeu retorno. Também não conseguimos contato com a mãe da criança. O espaço segue aberto para ambos se manifestarem.
*Foto: ilustração/Pixabay





