O período chuvoso favorece o aparecimento do caramujos africanos, que preferem habitar locais úmidos, como quintais, áreas com vejetação alta e com abundânciade matéria orgânia em decomposição, como restos de alimentos e entulho.
O molusco pode hospedar vermes causadores em humanos da meningite eosinofílica e da angiostrongilíase abdominal. A contaminação acontece pelo contato direto com o caracol ou pela ingestão de verduras, legumes e frutas e verduras mal lavados que tiveram contato com o animal.
Moradora do Sudoeste Econômico, Camila Brandão, diz a Radar Sudoeste que já encontrou caramujos africanos perto de casa. “Tenho notado a infestação deles quando saio para passear com meus pets, pricipalmente no gramado próximo ao meu prédio”, diz. “Tenho evitado passear com meus cachorros nas proximidades de onde eu vi os caramujos africanos”. conta.
Como identificar
A concha do caracol africano é marrom escura com listras esbranquiçadas, e pode atingir até 15 centímetros de comprimento. Nela, há uma abertura com borda afiada e cortante, além da ponta alongada na parte traseira. Suas características diferenciam-se da concha das espécies nativas no Brasil, pertencentes ao gênero Megalobulimus, que possui conchas marrom claro a rosado.
À Agência Saúde DF, o biólogo da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde (SES-DF), Israel Moreira, diz que a melhor maneira de evitar a proliferação do caracol é persistir no controle. “A coleta deve ser diária ou ao menos três vezes por semana, especialmente após a chuva ou em horários mais frescos do dia, quando os animais estão mais ativos”, explica.
O que fazer ao encontrar um?
Qualquer um pode fazer a coleta, sempre utilizando luvas ou sacos plásticos. Os animais devem ser colocados em balde ou lata metálica. Também é fundamental procurar pelos ovos do caracol, que costumam estar semienterrados em locais úmidos, sob folhas, junto a entulhos e restos de construção.
Tanto as conchas quanto os ovos devem ser esmagados com um martelo ou um pedaço de madeira. A quebra das conchas é necessária para evitar que acumulem água e se tornem possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, da febre chikungunya e da zika.
Passado esse período, os caracóis e os ovos devem ser drenados e colocados em saco resistente para descarte no lixo comum. Outra forma é enterrá-los. “Neste último caso, o material drenado pode ser colocado em valas com profundidade de 80 cm a 1,5 metro, revestidas por uma camada de cal virgem, que tem a função de impermeabilizar o solo e evitar que outros animais sejam atraídos. Esse processo deve ser feito longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos”, alerta Moreira.
A população também pode acionar a Dival pelo telefone (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. Os profissionais vão identificar se o caracol é africano ou nativo e orientar o manejo.
Foto: Jhonatan Cantarelle-Agência Saúde DF – Com informações da Agência Saúde (GDF)





