EXCLUSIVO – Ao menos 10 gatos em situação de rua são alimentados por moradores da QMSW 1, no Setor de Oficinas do Sudoeste. “Mantemos embaixo de uma árvore uma caixa que protege a comida e água que colocamos religiosamente todos os dias. Infelizmente, desde o início nos deparamos com moradores e visitantes que insistem em destruir este comedouro, roubando a ração, outras vezes jogando na terra, derramando a água. Já chegamos a colocar uma caixa de transporte com manta para que eles pudessem dormir, mas foi roubada. [Estamos] sempre resistindo, mas com muita dificuldade de proteger os gatos”, diz a moradora da área, Jéssica Nunes.
“Desde meados de agosto de 2025, descobrimos que estes mesmos gatos, além de outros que não estão presentes nas fotos por serem mais medrosos, mas se alimentam de nossa ajuda, estão se abrigando em uma das oficinas também no Sudoeste. O mecânico de lá recebe nosso apoio diário para alimentar os gatos, mas o dono da oficina não os aceitam e temos sentido mais esta dificuldade em ajudar esses gatinhos” conta.
“Ao todo, são no mínimo 10 gatos contando com nossa ajuda e sobrevivendo a maldade dos moradores locais. Não temos vídeos e nem fotos destas pessoas fazendo maldade, mas como fazemos acompanhamento diário, percebemos a movimentação humana nos desastres.”

Jéssica conta que uma escala foi criada para cuidar dos animais. Ela tem ajuda de um casal, que também mora no Sudoeste, mas que deve deixar o DF. “O casal está indo embora de Brasília, e eu sozinha não consigo garantir alimento em todos os pontos, devido minha rotina de dois trabalhos. Nós três fazemos escala de dias e horários que cada um pode ir, mas isso infelizmente vai mudar.”, lamenta.
Ela já fez contatos com o Governo do Distrito Federal e ONGs, mas não obteve resposta. “Gostaríamos de saber se existe a possibilidade de resgatar esses gatinhos, como também temos gatos em nossa casa, nosso amor por eles e preocupações são fiéis. Temos interesse em continuar contribuindo com ração e areia mensalmente caso sejam resgatados. Ficarei muito feliz se conseguir um retorno.”
Em nota ao RS, a Secretaria de Proteção Animal do GDF disse que não faz resgate de animais em situação de abandono, mas que oferece castração no caso de grandes plantéis e atendimento pelo Hospital Veterinário Público (HVEP). O órgão também informa que publicou nas redes um post explicando como o cidadão pode agir no acolhimento de animais.
*Imagens: cedidas por moradores





